Como sempre, eu andava em bares imundos, tentando fazer com que toda a escória e todos os dejetos da noite me contassem alguma verdade sobre a vida. Nada, naturalmente. Eles eram como sacerdotes de uma religião pagã. Às vezes eu aprendia alguma coisa. Não eram falsos bruxos querendo meu poder.Havia um bar , em especial, que era como um templo da perdição. Uma catedral da morte. Ali, rostos sem vida sempre estavam dispostos a te darem uma resposta, em troca de um cálice de conhaque. Uma resposta ou uma mentira,dependendo do que queria ouvir. Mas gostava dali: As cadeiras esfarrapadas, cães comendo restos no chão, cestos de lixo transbordando, escuridão e a linda e encantadora melancolia. Sim, como eu amei a desesperança daquilo tudo...
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